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Cultura

Curtas nacionais abordam repressão e sexualidade em exibições do Festival do Rio

Produções como a dirigida por Johnny Massaro levam discussões sobre masculinidade, desejo e vivências LGBTQIA+ para as telas

Fachada do Cine Odeon
Fachada do Cine Odeon no Rio de Janeiro · Foto: Festival do Rio / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A mais recente edição do Festival do Rio conta com uma safra de curtas-metragens nacionais engajados em propor reflexões sobre os desejos, temores e vivências da população LGBTQIA+ brasileira no dia a dia.

As narrativas da mostra levam o público a encarar as repressões históricas da sociedade tradicional. Um dos principais destaques desse bloco é o filme 'Consolo', obra do ator Johnny Massaro que o recoloca na cadeira de diretor. O enredo se desenrola a partir do momento em que um taxista heterossexual de meia-idade encontra um pênis de borracha em casa, objeto que gera uma intensa repulsa, mas força o sujeito a questionar os limites da sua masculinidade.

O desafio a conceitos engessados é comum à programação. Outra produção levada ao festival toma como ponto de partida o ambiente de um templo neopentecostal, lugar onde a ideia engessada de 'família tradicional' acaba ofuscada por uma tensão de descoberta e desejo de um fiel por outro rapaz.

Segundo os idealizadores, os filmes tentam justamente instigar a conciliação do homem contemporâneo com o lado da própria insegurança afetiva, abandonando valores que frequentemente culminam em episódios de preconceito violento contra quem foge dos padrões de norma.

Com informações de UOL e Folha.

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