Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Ciência

América Latina concentra queda brutal na vida selvagem, mas projetos dão esperança

Relatório da WWF aponta redução de 95% nas populações de animais, enquanto mico-leão-dourado se recupera no Rio

As populações de animais selvagens na América Latina e no Caribe sofreram uma redução de 95% entre 1970 e 2022, o declínio mais acentuado do mundo, segundo o Índice Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8) pela ONG ambiental WWF. A destruição da vegetação nativa para dar espaço à agricultura em larga escala é apontada como a principal causa da perda de habitats e do agravamento do aquecimento global.

O dado serve como um alerta urgente sobre o impacto pesado das atividades humanas sobre a biodiversidade, mas os cientistas ressaltam que ações direcionadas de conservação têm o poder de reverter esse cenário assustador. O relatório chama a atenção para o papel do sistema financeiro, que muitas vezes viabiliza atividades prejudiciais à natureza, e defende que o engajamento social e a criação de leis mais rígidas são os melhores caminhos para salvar espécies em risco crítico.

Um dos maiores casos de sucesso citados pelo estudo internacional acontece no Brasil, com a impressionante recuperação do mico-leão-dourado no interior do Rio de Janeiro. A espécie, que chegou a contar com apenas 200 indivíduos na década de 1970 e esteve perto de desaparecer, hoje soma cerca de 4.800 primatas vivendo na Mata Atlântica, tudo graças à proteção rigorosa de áreas e ao freio no desmatamento da região.

Com informações de UOL e Folha.

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