Sábado, 10 de outubro de 2026
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Brasil

Defesa de DJ alega surto com remédio para justificar morte de morador de rua em SP

Dani Brasil atropelou a vítima em Santo Amaro e fugiu da polícia na noite de sexta; advogado argumenta inimputabilidade

A defesa do DJ Daniel Santana de Jesus, de nome artístico Dani Brasil, argumentou que o músico estava sob efeito de um "surto hipnótico" durante a noite de sexta-feira (9). Na ocasião, o condutor atropelou e matou um morador de rua enquanto dirigia pelo bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.

O acidente ganhou desdobramentos graves quando o homem em situação de rua, Carlos Alberto Minotti, de 57 anos, foi atingido enquanto dormia. Ao notar a aproximação das viaturas da Polícia Militar, o motorista engatou fuga e arrastou a vítima pela rua por mais de 400 metros antes de ser contido e preso em flagrante.

O advogado responsável pelo caso, Renato Martins, diz que o músico ingeriu bebida alcoólica e o remédio controlado zolpidem logo antes de dirigir. A motivação para tomar o remédio seria uma tristeza profunda pela recente morte de seu cachorro. Segundo Martins, o DJ diz ter tido apenas um ataque de pânico dentro do carro e não se lembra do acidente que vitimou Minotti.

Baseada na ideia de que os medicamentos anularam a consciência do cliente, a defesa afirmou que ele se encontra abalado emocionalmente e solicitará que ele seja considerado inimputável pelo juiz. O músico deve participar neste sábado (10) de uma audiência de custódia, que determinará se o processo será respondido na cadeia ou em liberdade. As partes também avaliam pagar uma indenização financeira à família da vítima.

Com informações de G1 e Metrópoles.

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