Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Política

Direita consolida domínio no Senado e garante poder sobre comissões e indicações de governo

O Partido Liberal atingiu a marca de 28 parlamentares a partir da nova legislatura de 2027.

Senado Federal
Plenário do Senado Federal, em Brasília · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A nova configuração do Senado Federal, definida neste domingo (4), consolidou o domínio político de partidos de direita a partir da legislatura de 2027. Como grande vencedor legislativo, o Partido Liberal (PL) passa a ter 28 senadores, força capaz de moldar a aprovação de projetos ou indicações do futuro governo.

O peso na Casa é estratégico devido aos poderes particulares dos senadores, que sabatinam indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF), diretorias do Banco Central e embaixadas. O comando sobre essas cadeiras pressiona o Executivo de forma permanente, independentemente de quem vencer a Presidência em segundo turno.

Outra vantagem do formato do Senado é o poder terminativo das suas comissões, nas quais leis importantes em áreas de segurança e economia podem ser aprovadas e enviadas para a sanção sem necessidade de passarem pelo plenário completo. O novo tamanho do bloco à direita também dá força à disputa pelas cadeiras da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Na prática, o Senado passará a acomodar deputados de perfis ligados a discursos incisivos eleitos para os novos mandatos, como Marcel Van Hattem (Novo-RS), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), intensificando embates com as políticas de esquerda em eventuais CPIs.

Com informações de UOL e Folha.

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