Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Dr. Furlan é eleito governador do Amapá no 1º turno, mas resultado final depende do TSE

Ex-prefeito de Macapá derrotou o atual governador Clécio Luís nas urnas, mas aguarda julgamento que pode anular seus votos e provocar nova votação no estado

Dr. Furlan
Dr. Furlan é eleito governador do Amapá no primeiro turno · Foto: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das eleições deste domingo (4), com 62,01% dos votos válidos. Com 88,51% das urnas apuradas, o candidato derrotou o atual governador do estado, Clécio Luís (União Brasil), que tentava a reeleição e obteve 37,72% da preferência do eleitorado. O terceiro colocado, Carlos Cley, somou 0,12%.

O resultado das urnas, no entanto, não garante a posse, pois a candidatura de Furlan ainda depende de uma aprovação definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a Justiça Eleitoral decida barrar o registro do político e anular os votos que ele recebeu, a legislação prevê a convocação de uma nova eleição para o governo estadual.

O julgamento no TSE foi interrompido no dia 24 de setembro devido a um pedido de vista (mais tempo para análise) feito pelo ministro André Mendonça. Antes dessa pausa, o relator do recurso contra a candidatura, ministro Dias Toffoli, já havia votado para rejeitar o registro de Furlan. Ainda não há data marcada para a retomada da análise pelo tribunal.

A disputa pelo governo amapaense colocou frente a frente os dois últimos prefeitos da capital. Clécio Luís, que contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comandou Macapá entre 2013 e 2020. Furlan assumiu a prefeitura na eleição seguinte, em 2021, e havia sido reeleito no primeiro turno em 2024. Há uma divergência nas fontes em relação ao partido do governador eleito: os portais InfoMoney, Exame e Estado de Minas apontam que ele concorreu pelo PSD, enquanto o site JOTA informa que a candidatura foi lançada pelo MDB.

Com informações de Estado de Minas, Exame, InfoMoney, Agência Brasil e JOTA.

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