Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Economia

Economistas divergem sobre redução da Selic e equilíbrio fiscal das contas públicas

Debate contrapõe tese de corte administrativo da taxa de juros à necessidade de contenção de despesas obrigatórias

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Economistas e especialistas em contas públicas divergiram publicamente nesta quarta-feira (4) sobre a viabilidade de reduzir a taxa Selic, a taxa básica de juros do país, por meio de medidas administrativas.

O resultado dessa discussão atinge diretamente o bolso dos brasileiros, já que a taxa Selic baliza o custo dos financiamentos bancários e a remuneração de investimentos, além de definir o ritmo da inflação e o valor da dívida do governo.

A controvérsia ganhou força após proposta do economista André Lara Resende para fixar limites de juros entre 5,5% e 7,5% ao ano por meio de um novo conselho nacional, sob o argumento de que os juros altos alimentam o endividamento estatal. Em contrapartida, analistas como o economista Felipe Salto apontam que juros baixos exigem controle do déficit primário, sob pena de descontrole dos preços.

Críticos da intervenção direta nos juros sustentam que o aumento de gastos obrigatórios da União com previdência e vinculações de receitas pressiona o orçamento e impede quedas sustentadas da taxa. As decisões oficiais sobre a taxa básica continuarão a ser deliberadas nas reuniões periódicas do Banco Central do Brasil.

Com informações de UOL, Google Notícias e Estadão.

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