Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Política

Em livro, Flávio Bolsonaro questiona urnas e elogia ditadura

Obra biográfica lançada em 2017 pelo senador também defende ações como o massacre do Carandiru

Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro · Foto: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Anos antes de o ex-presidente Jair Bolsonaro adotar um discurso com contornos mais moderados para disputar a Presidência da República, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), publicou um livro com posições radicais sobre a história do país. Na biografia do pai lançada em 2017, o parlamentar defendeu ativamente a atuação dos militares na ditadura e contestou a existência do golpe de 1964.

Ao longo das quase 200 páginas da obra, Flávio demonstra apoio a episódios de violência institucional, como o massacre do Carandiru, e dedica elogios a Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reconhecido como torturador pelo Estado brasileiro. O autor argumenta que os militares deveriam ser exaltados como heróis por, segundo ele, terem impedido que o Brasil se tornasse uma ditadura comunista.

O material ainda traz críticas ao modelo eleitoral vigente. Nas passagens do livro, o sistema de urnas eletrônicas é colocado sob suspeita, e Flávio também encampa ideias que se tornariam vitrines do bolsonarismo, como o projeto da "Escola sem Partido" e a defesa da castração química de estupradores, além de justificar as posições do pai contra ativistas de direitos humanos.

Com informações de UOL, Folha e Reddit.

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