Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Economia

Empresas nacionais e estrangeiras disputam projetos de urânio no Brasil

Ao menos cinco grupos se organizam à espera de regulamentação do governo federal para parcerias com a estatal INB

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Ao menos cinco grupos empresariais brasileiros e estrangeiros articulam projetos para atuar no mercado de urânio e energia nuclear no Brasil, na expectativa de um decreto regulamentador do governo federal para parcerias com a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A definição das normas pode destravar investimentos privados em pesquisa mineral e geração energética, viabilizando novos modelos de negócios sem transferir o monopólio constitucional da União sobre o setor nuclear.

O levantamento identificou iniciativas das empresas Grupo Diamante, Atlas Critical Minerals, Core Energy Minerals, Brazilian Rare Earths e da norte-americana Energy Fuels, com projetos que vão da prospecção mineral ao desenvolvimento de reatores nucleares de pequeno porte. As articulações incluem ainda negociações entre a corporação russa Rosatom e antigos integrantes da gestão de Jair Bolsonaro, além de mineradoras com atuação na Austrália.

Embora uma lei aprovada no fim de 2022 tenha aberto caminho legal para parcerias da iniciativa privada com a INB, a formalização dos contratos aguarda a publicação de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as diretrizes operacionais.

Com informações de UOL e Folha.

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