Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Economia

Entenda como funciona o split payment e seu impacto nas empresas

Mecanismo de cobrança de impostos, alvo da eleição, separa o valor do tributo na hora da compra e não afeta pequenos negócios.

O chamado "split payment" entrou com força no centro dos debates econômicos das eleições presidenciais de 2026. A ferramenta, criada pelo texto da reforma tributária, é um sistema eletrônico que separa a parte do dinheiro que corresponde ao imposto e a envia direto para os cofres do governo no exato momento em que uma compra é paga pelo cliente.

O mecanismo causa apreensão pelo potencial impacto no caixa imediato das empresas e tem gerado muitas dúvidas entre os comerciantes. O objetivo do governo com a novidade é diminuir drasticamente a sonegação fiscal, garantindo que o imposto chegue ao Estado antes de transitar pelas contas do vendedor, o que, na teoria, permitiria baixar as alíquotas gerais nos próximos anos.

Apesar do receio de alguns empresários sobre a perda de capital de giro nas operações diárias, a medida possui travas de proteção. Ela não será aplicada obrigatoriamente para as empresas optantes do Simples Nacional ou para microempreendedores individuais (MEIs) na prestação de serviços, além de não valer nas vendas feitas diretamente para consumidores pessoas físicas por meio de cartões de crédito ou débito.

O tema virou munição de campanha nesta semana após a equipe do candidato Flávio Bolsonaro (PL) prometer acabar com a ferramenta caso vença a eleição, argumentando que o sistema eletrônico asfixia o comerciante menor. A obrigatoriedade prática, os prazos e os detalhes finos da implantação da ferramenta ainda dependerão de regulamentações complementares futuras.

Com informações de UOL e Folha.

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