Terça-feira, 06 de outubro de 2026
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EUA recomendam que cidadãos deixem a Rússia após suspeita de peste

Alerta máximo foi emitido por embaixada americana devido à morte de pesquisadora na Sibéria.

O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta nesta terça-feira (6) recomendando fortemente que seus cidadãos deixem a Rússia de forma imediata. O comunicado extraordinário da embaixada americana em Moscou ocorre após o surgimento de relatos graves sobre um caso suspeito de peste pneumônica na região de Irkutsk, na Sibéria, onde uma funcionária de um laboratório morreu subitamente.

O aviso eleva bruscamente o clima de tensão diplomática e sanitária, já muito desgastado desde o início da guerra na Ucrânia. A recomendação mostra que os EUA consideram o cenário atual de altíssimo risco para seus cidadãos, misturando o medo de uma doença letal com o receio de detenções injustas pelo governo de Vladimir Putin. O alerta oficial de viagem ao país permanece no nível 4, a classificação máxima que ordena aos americanos que "não viajem" ao local de jeito nenhum.

O episódio que deflagrou o pânico e o alerta envolveu justamente um centro especializado focado em pesquisas sobre a própria bactéria causadora da peste. Em resposta aos rumores internacionais, as autoridades russas declararam publicamente que exames feitos na funcionária falecida não detectaram sinais da bactéria e garantiram que a situação na região está totalmente controlada, muito embora medidas restritivas de quarentena tenham sido adotadas após o óbito.

No aviso direcionado aos cidadãos, a representação diplomática tratou a situação apenas como um caso "suspeito", evitando afirmar de maneira conclusiva que a morte tenha sido provocada pela peste pneumônica. Os diplomatas ressaltaram também que a capacidade do governo americano de prestar socorro e assistência a quem está dentro da Rússia é extremamente limitada atualmente, principalmente em áreas longínquas da capital.

Com informações de G1, Google Notícias e Metrópoles.

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