Gilmar critica uso político de investigações em homenagem à gestão de Fachin no STF
Decano do Supremo apontou vazamentos recentes enquanto elogiou o equilíbrio do presidente do Tribunal na condução da Lava Jato
A marca de um ano do mandato do ministro Edson Fachin como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) foi alvo de exaltações e indiretas processuais durante um discurso proferido pelo decano da Corte, o ministro Gilmar Mendes. O pronunciamento, feito na sessão do plenário, abordou temas como a serenidade para lidar com divisões colegiadas e um repúdio incisivo às manobras judiciais baseadas em vazamentos.
Mendes celebrou o que chamou de "tom sóbrio" e "palavra medida" com que Fachin tem guiado a chefia do Judiciário e os casos passados da Operação Lava Jato, salientando o compromisso inabalável com a discrição. Sem mencionar expressamente as atuais tensões envolvendo colegas e a Polícia Federal, o decano destacou a época de Fachin como relator: "Não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes [...] nem qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações", disse, ressaltando o dever de equidistância para magistrados.
Durante a cerimônia, outras autoridades reforçaram o perfil conciliador do presidente do STF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também fez coro às qualidades de gestão de Fachin, avaliando que sua conduta amena mas certeira em "temperaturas elevadas" transmite grande segurança institucional perante o alto volume de processos julgados neste ano.
Com informações de G1 e Metrópoles.
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