Gordura no fígado eleva risco cardiovascular e pode afetar pessoas magras
Esteatose hepática não apresenta sintomas iniciais e costuma ser associada a colesterol alto e diabetes, exigindo diagnóstico integral
A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, é uma condição frequentemente silenciosa e que pode esconder graves problemas metabólicos. Atingindo cerca de 30% da população brasileira, a doença costuma ser diagnosticada ao acaso durante exames de rotina, já que, em grande parte dos casos, não apresenta sintomas como dores ou cansaço.
A falta de sintomas faz com que a esteatose seja subestimada, mas a condição exige monitoramento. O acúmulo de gordura no órgão pode evoluir para inflamação crônica, fibrose, cirrose e, nos casos mais graves, câncer de fígado. De acordo com o endocrinologista Rafael Suhett, o problema está diretamente associado ao colesterol elevado, diabetes, obesidade e aumento do risco cardiovascular, sendo necessário avaliar a saúde do paciente como um todo, não focando apenas na redução do problema no fígado.
Um equívoco comum é associar a doença exclusivamente ao sobrepeso. Especialistas alertam que pessoas magras também podem desenvolver a condição, impulsionadas por questões como resistência à insulina e aumento da gordura visceral. O diagnóstico considera não apenas o peso, mas a circunferência abdominal, os níveis de glicemia e triglicerídeos e o histórico familiar do indivíduo. Embora existam medicamentos sendo estudados para auxiliar no tratamento, mudanças nutricionais continuam sendo o pilar do cuidado.
Com informações de Terra, CartaCapital e O Antagonista.
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