Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Governo de Israel critica Nobel da Paz entregue a juíza que acusou o país de genocídio

Comitê norueguês reconheceu Navi Pillay em meio a tensões diplomáticas e ignorou campanha do ex-presidente americano Donald Trump.

O governo de Israel reagiu com indignação à entrega do Prêmio Nobel da Paz para a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, anunciada nesta sexta-feira (9). O repúdio ocorre porque a magistrada já acusou o Estado israelense de cometer genocídio na atual guerra contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza.

A decisão do Comitê Norueguês coloca o Nobel no centro da guerra de narrativas sobre o conflito no Oriente Médio. O prêmio evidencia o apoio das instituições europeias à atuação do direito internacional em áreas de conflito, num momento em que a conduta militar israelense é duramente questionada nas cortes globais.

Em nota oficial carregada de hostilidade, representantes israelenses afirmaram que "se houvesse um prêmio para mentiras", ele iria para a comissão do Nobel, e declararam que o propagandista nazista Joseph Goebbels estaria "aplaudindo no inferno". A jurista de 85 anos hoje atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Ao justificar o prêmio, o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, argumentou que o direito internacional está sob forte pressão e que a honraria é um recado para quem tenta enfraquecer essas instituições. A decisão frustrou também o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarava publicamente há dois anos ser merecedor do prêmio, mas foi ignorado.

Com informações de Gazeta do Povo e UOL.

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