Governo dos EUA recrudesce sanções contra Cuba e bloqueia contas de empresários
Medidas aplicadas pela gestão Trump desfazem autorizações e encerram brechas financeiras estabelecidas pelo governo anterior
O governo de Donald Trump determinou novas sanções a Cuba nesta quarta-feira (30), intensificando a pressão sobre as finanças do regime comunista. As regras revogam mecanismos da gestão de Joe Biden e inviabilizam o uso de intermediários e contas privadas ligadas à ilha caribenha por meio do sistema financeiro dos Estados Unidos.
As diretrizes emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) encerram a flexibilidade concedida a empresários autônomos cubanos. Bancos sob a jurisdição norte-americana foram instruídos a não abrir e não realizar transações para essas contas e os valores já depositados tendem ao bloqueio. A regra chamada U-turn, que validava operações entre o país e terceiros usando o dólar e o sistema dos EUA, também foi abolida.
As mudanças incluem a extinção dos programas de viagem em grupo denominados people-to-people e cortam a possibilidade de americanos organizarem conferências ou encontros profissionais na ilha. Indivíduos que viajam com essas finalidades devem deixar Cuba até 30 de outubro, permanecendo isentas apenas atividades ligadas ao jornalismo e categorias religiosas ou educacionais bem restritas.
O Departamento de Estado americano justifica que o governo cubano utilizava as exceções como brecha para financiar atividades de inteligência e o aparato militar nacional. O aperto se insere na Ordem Executiva de maio e prevê barrar o fluxo de dinheiro a empresas do Estado, como o conglomerado de defesa Gaesa.
Com informações de CartaCapital, Gazeta do Povo e Metrópoles.
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