Grupo de médicos prefere ficar sem redes sociais em meio à pressão por vitrine digital
Conselho Federal de Medicina facilitou regras para publicidade na internet, mas parcela dos profissionais rejeita a exposição.
Na contramão do mercado, parte dos médicos brasileiros tem resistido à pressão para criar perfis profissionais em redes sociais como ferramenta de marketing para atrair novos pacientes.
O comportamento levanta um debate sobre as estratégias da carreira na saúde e a superexposição na internet, num momento em que a presença on-line virou quase uma regra para apresentar procedimentos, especialidades e se destacar perante a concorrência.
Plataformas como o Instagram são cada vez mais usadas pela população na hora de escolher um profissional para marcar consultas. Apesar disso, médicos mais reservados preferem ficar de fora da vitrine virtual para separar a vida real da profissão, mesmo relatando piadas sobre o fato de "não se garantirem no Instagram".
O uso de redes sociais na área médica ganhou maior impulso após março de 2024. Naquele mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou suas normas e permitiu de forma mais objetiva a divulgação de serviços e imagens na internet, algo que esbarrava em restrições antigas e processos éticos rigorosos.
Com informações de UOL e Folha.
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