Sábado, 03 de outubro de 2026
Saúde

Respirar ar poluído a longo prazo aumenta risco de desenvolver doença de Parkinson

Maior revisão sobre o tema aponta que exposição a partículas finas de poluição eleva a incidência da doença no cérebro

A exposição contínua e a longo prazo à poluição do ar está diretamente associada ao aumento do risco de desenvolvimento do mal de Parkinson, de acordo com uma ampla revisão de estudos realizada pela Universidade de Cambridge. A pesquisa, recentemente publicada na renomada revista científica Environment International, reuniu dados de 42 trabalhos anteriores e é considerada a maior análise do gênero já feita na área.

O entendimento dessa ligação joga luz sobre o forte impacto ambiental na saúde neurológica, alertando especialmente para as pessoas que já possuem alguma predisposição genética para a doença. Os resultados da universidade indicaram que o contato prolongado com um tipo de poluição conhecida como material particulado fino (PM2.5) tem o poder de elevar a incidência do Parkinson entre 10% e 18%.

O chamado PM2.5 é composto por partículas nocivas extremamente pequenas, que medem até 2,5 micrômetros de diâmetro. Essa característica lhes permite ultrapassar as barreiras respiratórias e penetrar profundamente nos pulmões humanos. Esses poluentes ficam suspensos no ar na forma de fumaça, poeira e fuligem, sendo lançados todos os dias pelo escapamento de veículos, indústrias e queimadas florestais.

O Parkinson, por sua vez, é uma doença neurodegenerativa que compromete o sistema nervoso e o controle motor, provocando tremores, lentidão e uma forte rigidez muscular. A perda progressiva do controle corporal acontece devido à morte dos neurônios responsáveis por produzir dopamina. O elo de suspeita entre a qualidade do ar e o aparecimento da doença não é recente; ele é estudado desde a época da Revolução Industrial, no século 19, quando os casos aumentaram rapidamente à medida que os países urbanizavam suas produções.

Com informações de UOL e Folha.

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