Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Pesquisa aponta prioridade para saúde no Nordeste e foco na economia no resto do país

Levantamento mostra o que mais pesa para cada eleitor na hora de decidir o voto ao planalto; combate à corrupção lidera atenção em diversas regiões.

A saúde pública e a educação são as pautas que mais direcionam o voto do eleitorado da região Nordeste para os candidatos presidenciais, de acordo com o cruzamento da pesquisa BTG/Nexus revelada no final de setembro, enquanto o eleitor do Sul, Sudeste e Norte/Centro-Oeste vota pautado principalmente pela economia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

Os números destacam a pluralidade do Brasil no momento de encarar uma eleição, o que obriga os coordenadores políticos a adaptarem totalmente o seu plano de voo dependendo de onde pisam. Um candidato que apenas aponte deficiências na geração de emprego ganha ouvidos do Rio a Santa Catarina, mas precisará apresentar propostas contundentes para atendimento médico e remédios nos estados nordestinos.

De forma detalhada, as respostas dos eleitores da região Sul indicaram a economia do país e as denúncias de corrupção como motivos praticamente empatados para decidir em qual político apertarão as teclas da urna, com 40% e 39%, respectivamente. Essa dobradinha (economia em primeiro, corrupção em segundo) é exatamente o mesmo padrão visto no Norte e Centro-Oeste do país. Já entre os sudestinos, o terceiro fator mais forte para sair de casa foi o desejo de votar pela pura rejeição a algum outro candidato (31%).

Nas urnas nordestinas o recorte se altera: lá, a saúde domina a preocupação de 35% das pessoas. Em seguida, quem entra na lista é também a rejeição de um nome adverso (29%), a economia (28%) e a educação em escolas públicas (27%). Segundo Marcelo Tokarski, um dos líderes da Nexus, o eleitor do Nordeste olha em especial para os serviços mantidos e oferecidos pelo Estado. As margens da sondagem dão segurança de 95% e o desvio pode ser de até dois pontos de folga após entrevistas com 2.000 pessoas.

Com informações de UOL e Folha.

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