Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Opinião de amigos, igreja e redes ganha peso no voto para presidente, diz Datafolha

Pesquisa indica que o eleitor passa a escutar mais as pessoas próximas e espaços de convivência na hora de se decidir na reta final da campanha

Amigos em Madri
Amigos conversando em volta da mesa em um bar · Foto: Javier Perez Montes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A influência das opiniões de amigos próximos, das publicações nas redes sociais e de líderes religiosos na decisão de voto para presidente da República cresceu sete pontos percentuais nesta reta final de campanha, aponta uma pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira (2).

O movimento mostra que, perto do fim de semana da votação, as conversas pessoais do dia a dia e os espaços de convivência rotineira ganham um peso fundamental para convencer os eleitores que ainda estão indecisos ou abertos a mudar de ideia no último minuto.

Segundo o levantamento, a proporção de entrevistados que afirmam considerar a opinião de amigos passou de 36% em julho para 43% agora. O peso das pessoas que os usuários seguem na internet subiu de 32% para 39%, enquanto a influência de pastores e padres da igreja cresceu de 23% para 30%. O peso dado a informações trazidas por jornalistas e profissionais da imprensa também variou de 38% para 42%.

A influência da família dentro de casa se manteve mais estável: 41% das pessoas dizem levar em conta o que pensa o companheiro, e 37% afirmam ouvir os filhos. Apesar das altas, a maioria dos eleitores diz que a opinião desses grupos não tem nenhum poder real de alterar o seu voto. O Datafolha ouviu 2.506 pessoas entre 29 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.

Com informações de UOL e Folha.

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