Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Abstenção cresce no 1º turno desde 2006 e pode decidir eleição presidencial

Índice de ausentes afeta mais a campanha de Lula e pode definir pleito apertado

A taxa de eleitores que não comparecem às urnas no primeiro turno das eleições presidenciais está em trajetória de alta desde 2006. No pleito de 2022, o índice atingiu 20,79%, o que representa mais de 32 milhões de brasileiros ausentes na votação.

Em uma corrida eleitoral definida por margens estreitas, onde os candidatos estão tecnicamente empatados nas pesquisas, o volume de abstenções tem peso suficiente para decidir quem será o próximo presidente do país.

Segundo Antônio Lavareda, cientista político e presidente da Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais (Abrapel), esse fenômeno deve impactar mais fortemente a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados apontam que a ausência é maior entre eleitores com menor escolaridade e renda, grupo que tradicionalmente concentra maior apoio ao petista.

O especialista ressalta que a correlação matemática entre baixa escolaridade e falta no dia da eleição é quase absoluta. A insatisfação com a economia e a percepção de que a situação não deve melhorar no curto prazo são fatores que desmotivam esse perfil de eleitor a sair de casa para votar.

Com informações de UOL e Folha.

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