Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Política

Mulheres de baixa renda se abstêm e votam menos nas eleições

Levantamento indica desinteresse pela política em parcela de eleitoras mais pobres, o que pode influenciar resultados nas urnas.

Eleitoras que declaram ter renda domiciliar de até dois salários mínimos deixam de votar muito mais do que aquelas pertencentes às classes econômicas mais ricas do país, segundo uma pesquisa divulgada pelo Projeto Brief. O estudo, que escutou 3.594 mulheres, mostra que 29,1% desse grupo de menor poder aquisitivo se absteve, anulou ou votou em branco no último pleito nacional de 2022.

Essa falta de engajamento aponta como as dificuldades e restrições socioeconômicas geram afastamento do processo democrático, prejudicando o balanço de representatividade nas decisões do país. Para fins de comparação, entre as brasileiras que ganham mais de cinco salários mínimos, os números de abstenção ou anulação chegam a apenas 13,1%.

O desinteresse total por questões de política atinge 23,2% das eleitoras no primeiro grupo, mas desaba para 6,5% na faixa da elite econômica. Como o voto feminino corresponde atualmente a 53% do corpo de cidadãos aptos, esse comportamento molda diretamente as campanhas e prejudica presidenciáveis que dependem dessa camada da população. Pesquisadores afirmam que a busca pela reeleição do presidente Lula é a mais prejudicada pela abstenção, pois a maior parte dessas ausências corresponde exatamente ao perfil eleitoral associado a ele.

Com informações de UOL e Folha.

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