Hungria determina abertura total de arquivos secretos da ditadura comunista
Medida do premiê Péter Magyar vai expor registros de dezenas de milhares de informantes da polícia política
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O governo da Hungria, chefiado pelo primeiro-ministro Péter Magyar, autorizou a publicação integral dos arquivos secretos da polícia política da era comunista, contendo registros de informantes que colaboraram com o aparato de espionagem estatal durante a Guerra Fria.
A medida põe fim a um sigilo de mais de três décadas mantido desde o colapso do bloco soviético em 1989 e permite que cidadãos acessem detalhes sobre perseguições políticas, espionagem civil e colaborações forçadas ou voluntárias ocorridas durante o regime ditatorial.
A divulgação cumpre promessa de campanha de Magyar e de seu partido, o Tisza, anunciada na data que recorda a invasão de blindados soviéticos para reprimir a Revolução Húngara de 4 de novembro de 1956. O acervo inclui fichas de até 60 mil dos cerca de 150 mil colaboradores catalogados pelos órgãos de repressão.
Historiadores e o diretor do arquivo oficial húngaro, Bendeguz Gergo Cseh, ponderaram que os relatórios antigos contêm distorções deliberadas e calúnias fabricadas por interrogadores, orientando cautela pública na avaliação dos nomes citados conforme os relatórios forem digitalizados e disponibilizados.
Com informações de El País, UOL e DW Brasil.
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