Imprensa internacional destaca reeleição de Lula e freio à direita na América Latina
Publicações estrangeiras apontam virada histórica sob apuração final, com mensagens enviadas por governantes conservadores vizinhos
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A imprensa internacional e governantes de diversos países repercutiram, nesta segunda-feira (26), a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no segundo turno das eleições no Brasil.
Veículos de comunicação estrangeiros avaliaram o resultado como uma barreira ao avanço de governos conservadores na América Latina, movimento que vinha ganhando força no continente. Com a definição das urnas, o país mantém a condução do Executivo alinhada à centro-esquerda, em contraste com a tendência recente de vitórias eleitorais da direita em nações vizinhas.
Na votação de domingo (25), o presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistou 51,79% dos votos válidos — índice que considera apenas a preferência dada aos concorrentes e exclui brancos e nulos —, superando o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que obteve 48,21%. O desfecho marcou a primeira vez em que um candidato vence a disputa presidencial brasileira após ficar na segunda colocação no primeiro turno, além de consagrar Lula como o primeiro presidente do país eleito quatro vezes pelo voto popular.
O jornal norte-americano The New York Times classificou Lula como o líder político mais influente da região e apontou que sua virada freou o crescimento conservador, enquanto a rede CNN Internacional pontuou que o Brasil seguiu na contramão da guinada à direita observada em territórios vizinhos. Na Europa, o jornal francês Le Monde e a britânica BBC destacaram o caráter surpreendente da vitória, ao passo que o periódico britânico The Telegraph chamou atenção para os desafios de governabilidade diante de um Congresso Nacional com forte presença de opositores. Na Argentina, o diário La Nación qualificou o resultado como uma virada inédita.
No cenário diplomático regional, chefes de Estado de governos de direita de nações como Peru, Chile, Equador, Bolívia e Paraguai parabenizaram o petista e reconheceram a apuração oficial, enquanto a Colômbia figurava como exceção entre os comunicados iniciais registrados pelos veículos consultados. O próximo passo do processo eleitoral envolve a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral e a posse oficial marcada para janeiro de 2027.
Com informações de Google Notícias, Metrópoles, G1, UOL e La Nación (Argentina).
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