Indústria brasileira tem maior contração em três anos e meio
Índice PMI caiu para 44,8 pontos em setembro, afetado pela demanda fraca e incertezas políticas no país
A indústria brasileira registrou em setembro o ritmo mais intenso de contração em mais de três anos e meio. Segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria, divulgado nesta quinta-feira (1º) pela S&P Global, o indicador recuou de 46,3 em agosto para 44,8 pontos, marcando o quinto mês seguido abaixo da linha de 50 pontos, que separa o crescimento da retração.
De acordo com o levantamento, o desempenho negativo é um reflexo direto do enfraquecimento das vendas. As empresas entrevistadas relataram que a demanda fraca e a forte concorrência prejudicaram novos negócios, forçando as fábricas a reduzirem a produção, as compras de insumos e o nível de estoques para adequar o fluxo de caixa à nova realidade.
Além da queda na procura, as indústrias enfrentaram um cenário de forte pressão inflacionária. Os custos dos insumos subiram devido aos altos preços de matérias-primas no mercado internacional e às taxas de frete encarecidas. Como as vendas estavam travadas, muitas fábricas absorveram os custos para não perder clientes, reduzindo suas margens de lucro.
As incertezas em torno das eleições e do ambiente político também foram citadas pelos empresários como fatores de apreensão no curto prazo. Contudo, a pesquisa mostrou uma discreta melhora no nível de otimismo para os próximos 12 meses, com os executivos esperando que a economia e o mercado voltem a ganhar tração após o fim do período eleitoral.
Com informações de S&P Global, InfoMoney e Notícias Agrícolas.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise