Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Economia

Justiça de São Paulo manda penhorar bens do grupo Inepar a pedido de advogados

Escritório de advocacia alega dívida de R$ 3 milhões em honorários e se recusa a aceitar ações de um fundo com resgate previsto para 2050

Palácio da Justiça de São Paulo
Sede do Tribunal de Justiça de São Paulo · Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de pouco mais de R$ 312 mil do grupo empresarial Inepar para o pagamento de honorários devidos ao escritório de advocacia BMBZ. A decisão, expedida no início de outubro pela 11ª Vara Cível da capital paulista, afeta um conglomerado de origem paranaense que possui sete empresas em recuperação judicial.

O bloqueio é fruto de uma longa disputa pelo reconhecimento dos pagamentos devidos pelos serviços jurídicos prestados à empresa. O escritório sustenta que a dívida total pendente se aproxima dos R$ 3 milhões e acusa o grupo empresarial de utilizar o processo de recuperação, iniciado desde 2014, como forma deliberada de proteção e escudo contra seus credores.

No processo, os advogados se recusaram a receber o valor por meio de cotas de um fundo de investimento criado pela própria Inepar para reunir os créditos, sob a alegação de que as cotas só teriam resgate liberado no ano de 2050 e que o fundo estaria sendo esvaziado. Os profissionais pediram, como alternativa, que fossem depositados os valores diretamente, cobrando a estipulação de multas por descumprimento diário.

Com informações de UOL e Folha.

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