Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Justiça

Justiça eleva indenização a voluntários coagidos a resgatar armas da Taurus em enchente

Grupo achou que ia salvar crianças, mas foi forçado a remover carregamento do aeroporto do RS sem segurança

Fachada de Tribunal
Ilustração de sede do poder judiciário · Foto: TIM97HA / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou para R$ 50 mil o valor da indenização que a fabricante de armas Taurus terá de pagar a cada um dos seis voluntários coagidos a resgatar um arsenal no Aeroporto Internacional Salgado Filho, durante as enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024.

A decisão reconhece judicialmente o imenso risco à integridade física e emocional imposto aos civis. Eles precisaram atravessar áreas inundadas e sujas de barco, próximos a redes de alta tensão e sem o equipamento adequado, sob grande pressão psicológica e coação em um ambiente de desastre, para proteger uma carga privada e sensível.

O grupo de resgate, formado por cinco homens e uma mulher, relatou à Justiça que viajou desde Capão da Canoa, no litoral gaúcho, acreditando que a missão seria salvar crianças ilhadas. No entanto, ao chegarem ao ponto de encontro determinado, uma funcionária da empresa os informou que o verdadeiro objetivo da missão era remover cerca de três mil armas distribuídas em 156 caixas para que não fossem saqueadas por criminosos locais.

Ao tomarem ciência do risco, os voluntários teriam se recusado a seguir em frente, mas relataram terem sido avisados que ficariam sob constante vigilância de guardas armados caso desistissem, uma vez que já sabiam o paradeiro da carga sigilosa. A nova sentença eleva o valor anterior de R$ 10 mil, que havia sido determinado pela primeira instância no final de 2025. Até o momento, a Taurus não respondeu aos pedidos da imprensa para comentar o desfecho judicial.

Com informações de G1 e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise