Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Brasil

Justiça interroga PM acusado de matar a esposa após laudo afastar suicídio

Geraldo Neto prestou depoimento por mais de oito horas seguidas em São Paulo; documento técnico da Polícia Civil apontou participação de segunda pessoa na morte de Gisele Santana

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, prestou depoimento à Justiça por cerca de oito horas na segunda-feira (5), de forma presencial no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Ele é réu no processo penal que investiga a morte de sua esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

O interrogatório exaustivo tem o poder de ditar os novos rumos do caso, já que a argumentação apresentada pela equipe de defesa do oficial vem perdendo sua força central. O Instituto de Criminalística da Polícia Civil anexou ao inquérito na última sexta-feira (2) um laudo técnico confirmando que é impossível que a soldado Gisele tenha atentado contra a própria vida, revelando ainda a clara participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte na cena do crime.

A soldado foi encontrada sem vida em março de 2024 dentro do apartamento onde morava com o marido, situado no bairro do Brás, na região central de São Paulo. A princípio catalogado como suicídio pelos socorristas, o registro de ocorrência mudou rapidamente para morte suspeita sob intensa investigação, especialmente após a polícia reunir depoimentos de familiares relatando que a vítima enfrentava um casamento abusivo e tentava se separar de Geraldo Neto.

No depoimento desta semana, o tenente-coronel respondeu a questionamentos do juiz desde o início da tarde até por volta das 22h. Ele foi levado ao tribunal sob escolta e segue preso preventivamente de forma ininterrupta desde o dia 18 de março no Presídio Romão Gomes, penitenciária que concentra policiais militares na zona norte da capital paulista. A Justiça passa agora a deliberar sobre as próximas etapas para decidir se o oficial irá ou não a júri popular.

Com informações de G1 e Metrópoles.

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