Lula promete governar com o Congresso e prega respeito à Constituição
Reeleito para o quarto mandato após virada sobre Flávio Bolsonaro, petista afirma que usará os próximos dois meses para planejar nova gestão
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou neste domingo (25) em São Paulo que governará com respeito rigoroso à Constituição Federal e trabalhará em conjunto com o Congresso Nacional. A manifestação ocorreu no primeiro pronunciamento público do petista após vencer a disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), garantindo sua permanência no Palácio do Planalto para um quarto mandato presidencial.
A postura adotada pelo mandatário busca conter incertezas sobre a estabilidade política e a aprovação de reformas a partir de 2027, em meio a avaliações de analistas sobre a composição das Casas legislativas, que terão bancadas mais conservadoras e alinhadas à oposição. Para o cidadão, o diálogo entre o Executivo e o parlamento define a velocidade e o rumo de medidas sobre economia, programas sociais e tributação. Lula declarou que não escolheu os parlamentares, mas que governará e negociará com os nomes que a população elegeu pelas urnas.
O resultado representou uma virada histórica nas urnas, já que Flávio Bolsonaro havia terminado a votação em primeiro lugar no primeiro turno. Ao discursar para jornalistas e correligionários, Lula atingiu mais de 64 milhões de votos, estabelecendo o recorde de votação já obtido por um presidente na história do país. O presidente relembrou sua trajetória como ex-metalúrgico sem curso superior que alcançou a Presidência pela quarta vez e pontuou que, embora o conceito de unidade nacional nem sempre se aplique, o país precisa manter a convivência civilizada sob a ordem constitucional.
Ao projetar a nova gestão, o petista afirmou que chegará ao término do quadriênio com plena disposição física e prometeu entregar o mandato mais produtivo de sua história pública. O presidente reeleito anunciou que utilizará os próximos dois meses para negociar alianças, definir a estrutura ministerial e traçar os projetos prioritários da administração antes da posse formal, prevista para o início de 2027.
Com informações de Metrópoles, Poder360, UOL e Terra.
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