Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Política

Lula tenta reverter histórico sem viradas no 2º turno após derrota na largada

Petista largou atrás de Flávio Bolsonaro e precisará recuperar terreno no Nordeste para vencer eleições

Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia pública · Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará quebrar um tabu histórico para vencer as eleições deste ano, já que, desde a redemocratização em 1988, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu virar a disputa presidencial no Brasil. A análise do cenário eleitoral aponta que a tarefa será o maior desafio nas urnas para o petista desde sua primeira vitória, em 2002.

A dificuldade se acentua pela vantagem construída pelo adversário e pela perda de espaço do PT em redutos tradicionais. No primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula — uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Enquanto Flávio superou com folga o desempenho alcançado por seu pai, Jair Bolsonaro, na etapa inicial de 2022, Lula obteve menos votos absolutos do que na eleição passada.

Para buscar a reeleição, a campanha governista terá que superar barreiras demográficas e geográficas cruciais. A apuração revelou uma diminuição no percentual de votos de Lula em todos os estados do Nordeste, região que se consolidou historicamente como sua principal base de apoio, com quedas significativas no Maranhão e na Bahia. O partido também precisará lidar com a abstenção elevada, principalmente entre os eleitores mais pobres, e assimilar a derrota em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

O foco das duas campanhas para as próximas semanas será a disputa pelo apoio de lideranças políticas estaduais e dos eleitores que optaram por outras vias na primeira etapa. Com o cenário polarizado, os votos que haviam sido destinados a aliados e nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Calheiros e Eduardo Cury devem definir o rumo da votação final.

Com informações de Google Notícias e BBC News Brasil.

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