Domingo, 11 de outubro de 2026
Política

Mais da metade dos senadores favoráveis ao impeachment de ministros foi alvo do STF

Levantamento aponta que 25 dos 49 parlamentares que defendem afastar magistrados responderam a inquéritos ou ações na própria Corte Suprema

Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal durante sessão em Brasília · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Mais da metade dos senadores que defendem publicamente o impeachment de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) é ou já foi alvo de procedimentos investigativos autorizados pela própria Corte judicial. O levantamento publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo identificou que 25 dos 49 parlamentares que integram esse bloco responderam a inquéritos, ações penais ou medidas cautelares no tribunal máximo do país.

O dado evidencia um conflito direto entre os Poderes Legislativo e Judiciário em Brasília. A Constituição Federal estabelece que processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade é prerrogativa privativa do Senado Federal, o que torna esse grupo decisivo caso pedidos de abertura de processo de afastamento avancem na Casa a partir da posse da nova legislatura, em 2027.

A lista inclui parlamentares que tiveram apurações arquivadas, processos remetidos para a primeira instância ou decisões de absolvição, contanto que as diligências tenham sido autorizadas inicialmente pelo Supremo. O ministro Alexandre de Moraes desponta como o principal alvo das investidas dos congressistas. Entre os 31 senadores recém-eleitos em 2026 que apoiam a saída de ministros, 18 possuem histórico de investigações na Corte.

Os congressistas ouvidos pelos veículos sustentam que os magistrados não estão acima da lei e que a Casa legislativa precisa cumprir seu papel de fiscalização constitucional. Nenhum dos senadores citados no levantamento respondeu aos questionamentos formais da reportagem.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

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