Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Brasil

Médica diz que mensagem sobre atrasar alta de petistas não gerou 'conduta inadequada'

Marcella Segato afirma que não prejudicou nenhuma gestante e que liberou pacientes apenas com critérios clínicos

A médica Marcella Segato de Sousa Melo, de Goiás, alegou que o pedido que fez em um grupo de colegas para não dar alta a pacientes "petistas" durante as eleições não se transformou em atitudes contra as gestantes. A afirmação foi divulgada pela médica em uma nota nesta quarta-feira (7), dias após ela ter sido afastada da chefia de ginecologia de uma maternidade.

O pronunciamento é a primeira defesa pública da obstetra desde o caso e busca evitar cassações e processos judiciais mais graves de discriminação e quebra de juramento médico. Para as pacientes atendidas no fim de semana das eleições, a declaração tenta garantir que nenhuma saúde esteve em risco por razões partidárias.

O episódio começou em 2 de outubro, às vésperas do primeiro turno. Por meio de um aplicativo de mensagens do hospital, Marcella pediu que os médicos que dessem plantão aos fins de semana barrassem as altas. Segundo os prints da conversa, ela justificava o pedido afirmando que "a maioria é petista".

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) declarou que já acolheu as denúncias sobre o episódio. O órgão abriu um procedimento formal para apurar a conduta ética da obstetra e ressaltou que as investigações tramitarão sob sigilo até a conclusão.

Com informações de G1 e UOL.

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