Mesmo vendendo menos relógios, indústria suíça bate recordes de receita com foco no luxo
Setor perdeu volume de exportação na última década para os smartwatches, mas elevou preços para a alta renda
A exportação de relógios suíços sofreu uma queda drástica de volume nos últimos dez anos, perdendo metade do seu escoamento internacional para a concorrência dos relógios inteligentes fabricados na Ásia. Apesar do encolhimento na produção física, o setor registrou um crescimento expressivo no faturamento ao mudar a sua estratégia: o foco direcionado ao público de altíssimo luxo.
O resultado é puxado pelas grifes mais caras do mercado e pela escassez provocada intencionalmente. A Rolex, principal expoente do nicho, comercializou cerca de 1,2 milhão de peças em 2025 e atingiu a receita recorde superior a 11 bilhões de francos suíços (R$ 65,7 bilhões). No início da década, a empresa já vendia a mesma quantidade de relógios, mas arrecadava quase R$ 18 bilhões a menos, antes do pesado repasse nos preços da etiqueta.
Essa concentração de lucros fica retida em apenas cinco grandes nomes tradicionais, embora o país europeu seja sede de aproximadamente 450 marcas diferentes de relógios. Com esse redirecionamento para o público rico, as receitas gerais do segmento continuaram aquecidas. Em agosto deste ano, as exportações suíças cresceram 9,1% em valor na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Com informações de UOL e Folha.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise