Ministério Público investiga inchaço de cargos comissionados na gestão de Cláudio Castro
Número de vínculos cresceu 47% entre 2023 e 2026 e gastos mensais quase dobraram no Rio de Janeiro; há suspeita de funcionários fantasmas
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga um inchaço no número de cargos comissionados durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). Um inquérito instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público aponta que os vínculos passaram de 9.736 para 14.340 entre janeiro de 2023 e março de 2026, um aumento de cerca de 47%.
De acordo com o inquérito, as despesas mensais com esse grupo de servidores subiram quase 90%, saltando de R$ 45,07 milhões para R$ 85,93 milhões, impulsionadas pela criação de cargos em secretarias como as da Casa Civil e de Governo, além do Detran-RJ. O MP descobriu que múltiplos decretos foram editados para desmembrar um único cargo em vários outros. Em um dos casos, um cargo com remuneração de cerca de R$ 3,6 mil foi dividido em 80 vagas com salários abaixo do mínimo, o que gerou um custo mensal de R$ 647,7 mil aos cofres públicos.
A investigação também apura a existência de funcionários fantasmas. Auditorias da gestão interina do desembargador Ricardo Couto já resultaram na exoneração de mais de 6 mil comissionados; na Secretaria de Estado do Ambiente, 250 servidores exonerados não registravam ponto. O MP solicitou que Castro e o ex-secretário da Casa Civil Nicola Miccione prestem esclarecimentos e acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para analisar as contas.
Com informações de Veja e G1.
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