Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Mundo

Movimento de moradia no Porto denuncia detenção de ativistas por policiais à paisana

Grupo afirma que agentes abordam manifestantes até em hospitais, mas polícia portuguesa nega atuação

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O movimento social Acampada do Porto, que reivindica melhorias no acesso à moradia em Portugal, denunciou na noite de segunda-feira (2) a presença de agentes policiais à paisana para deter e revistar participantes das mobilizações.

A denúncia amplia a crise política sobre as garantias constitucionais de reunião e livre manifestação na segunda maior cidade portuguesa, em meio a protestos contínuos contra a alta generalizada nos aluguéis e os despejos urbanos. O grupo reuniu manifestantes em assembleia popular para distribuir recomendações jurídicas e orientar os ativistas sobre como proceder em caso de abordagem policial desprovida de farda.

Segundo o advogado Ricardo Salazar, que presta assistência jurídica aos manifestantes, cidadãos foram interceptados ao deixar o acampamento na Praça Dom João I e conduzidos a esquadras policiais para prestar depoimento e identificar outros presentes a partir de álbuns de fotografias. Salazar afirmou ainda que denúncias semelhantes apontam abordagens a manifestantes que buscavam atendimento médico de urgência em hospitais da rede pública.

Em resposta pública aos questionamentos da imprensa local, a Polícia de Segurança Pública (PSP) declarou desconhecer qualquer operação com agentes à paisana voltada à identificação sistemática ou detenção de manifestantes do movimento. Os organizadores do protesto pretendem apresentar uma queixa formal junto às instâncias de supervisão das forças de segurança para apurar a conduta policial.

Com informações de RTP Notícias (Portugal), Observador (Portugal) e Público (Portugal).

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