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Política

Mudança no Senado afeta indicações ao STF para Lula e Flávio Bolsonaro

Maioria conservadora entre senadores facilita nomeações para candidato do PL, mas impõe obstáculo ao PT

Senador Flávio Bolsonaro discursa no Senado Federal
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A eleição presidencial vai definir quem terá o poder de indicar pelo menos quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do ano que vem. O cenário ganhou novos contornos após o primeiro turno, com uma guinada do Senado à direita e pressões por processos de impeachment contra atuais integrantes da Corte.

A configuração do novo Senado altera o jogo de forças para a aprovação dos indicados. Para Flávio Bolsonaro (PL), a maioria de direita abre caminho para a nomeação de nomes alinhados ao bolsonarismo que foram preteridos pelo pai, Jair Bolsonaro (PL). Já para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o perfil conservador dos senadores deve dificultar a aprovação de candidatos com quem tenha relação direta.

Na lista de cotados ligados ao senador, circulam perfis como o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira e de aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Do lado petista, o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, chegou a ser avaliado, enquanto Lula defende criar um conselho para alterar o rito de escolha dos magistrados.

O próximo presidente preencherá as cadeiras de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além da vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Esse número, no entanto, ainda pode aumentar caso o bloco bolsonarista consiga avançar com processos de destituição contra atuais ministros. As sabatinas e votações ocorrem no Senado Federal, onde o PL agora detém a maior bancada.

Com informações de UOL e Folha.

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