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Política

TSE tira do ar site que distribuía criptomoedas por propaganda para Flávio Bolsonaro

Plataforma prometia ajudar crianças de Uganda e remunerava usuários que publicassem apoio ao candidato do PL; idealizador admitiu intenção de enganar eleitores petistas

Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (9) a suspensão imediata do site "Brasil 22 Token", que distribuía criptomoedas para usuários que compartilhassem publicações de apoio à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A plataforma também teve o sigilo de dados de seus criadores quebrado.

A decisão freia a distribuição financeira durante a campanha e impede a suposta concessão de vantagens econômicas em troca de votos, o que contraria as leis eleitorais brasileiras. O caso ganha relevância nas vésperas do segundo turno, quando a disseminação rápida de conteúdos patrocinados irregularmente pode desequilibrar a disputa.

A plataforma foi lançada prometendo ajudar financeiramente crianças de Uganda e teve apoio de um perfil de jovens ugandenses com 12,9 milhões de seguidores no Instagram, o @hyperskidsafrica. Para receber os criptoativos, os usuários brasileiros precisavam comprovar a postagem de conteúdos com a mensagem "B22" e pedidos de voto.

A liminar atendeu a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela equipe do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeos, o idealizador do esquema chegou a afirmar que o objetivo da tática era enganar os eleitores que votaram no número 13 no primeiro turno.

Segundo a ministra do TSE, o projeto ultrapassa a mera liberdade de expressão política de apoiadores ao estabelecer um mecanismo estruturado de recompensa. As redes sociais também foram notificadas para remover os conteúdos ligados ao esquema e preservar os dados para as investigações, que seguem em andamento.

Após a repercussão, a equipe de Flávio Bolsonaro declarou não conhecer a autoria da página e negou ter contratado perfis para divulgar conteúdo de campanha. O candidato prometeu entrar com ações na Justiça Eleitoral, cível e criminal para retirar o site do ar.

Com informações de Google Notícias e UOL.

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