Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Saúde

Mutações genéticas hereditárias são menos comuns em câncer de próstata no Brasil

Levantamento com 193 pacientes do SUS encontrou alterações familiares em 5,7% dos casos avançados da doença.

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Um estudo científico nacional revelou que alterações genéticas herdadas de pai para filho ocorrem com menor frequência em homens brasileiros com câncer de próstata avançado do que em pacientes da Europa e dos Estados Unidos. A pesquisa, conduzida pelo projeto Onco-Genomas Brasil e divulgada nesta segunda-feira (2), analisou o DNA de 193 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos nas cinco regiões do território brasileiro.

A descoberta ajuda a compreender como a miscigenação da população brasileira pode influenciar o surgimento de tumores graves e orienta o planejamento de tratamentos médicos personalizados no sistema público. Ao identificar as características biológicas locais, equipes de oncologia conseguem avaliar com mais precisão a necessidade de testes de rastreamento molecular em familiares de pacientes acometidos pela enfermidade.

Os exames laboratoriais detectaram variantes genéticas ligadas diretamente ao câncer prostático em 5,7% dos voluntários avaliados, percentual expressivamente menor do que os parâmetros reportados em populações de outros países. O estágio metastático, foco do levantamento, caracteriza-se pela fase em que o tumor primário envia células cancerígenas para outros órgãos, como a estrutura óssea.

O trabalho foi publicado no periódico científico Genetics in Medicine Open como fruto de cooperação entre o Hospital Moinhos de Vento, a Rede D’Or e o Ministério da Saúde dentro do programa Genomas Brasil. Conforme explicou o geneticista Gabriel Macedo, os cientistas agora planejam expandir o banco de dados com grupos maiores de voluntários para confirmar as conclusões e determinar novos protocolos clínicos.

Com informações de UOL e Folha.

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