Nobel de Medicina vai para cientistas que estudaram reação de algas à luz
Trabalho básico permitiu a criação da optogenética e de terapias para devolver visão a cegos
A descoberta de canais que reagem à luz em algas microscópicas, fruto da simples curiosidade sobre como esses organismos se orientam, rendeu o Prêmio Nobel de Medicina nesta segunda-feira (5) ao trio de cientistas Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel.
O que começou como um estudo sem objetivos práticos imediatos moldou uma das áreas mais modernas da neurociência, chamada optogenética. Através dela, os cientistas conseguem controlar o comportamento de células vivas emitindo apenas flashes de luz, gerando terapias inovadoras como as usadas em pacientes com certos tipos de cegueira.
A jornada premiada começou com as algas verdes. Hegemann e Nagel queriam entender como uma célula única decidia se movimentar em direção à luz. Eles encontraram uma proteína, isolaram o gene responsável por criá-la e o transferiram para as células de outros animais. Em laboratório, o experimento funcionou: as células começaram a gerar sinais elétricos quando iluminadas.
A partir daí, cientistas introduziram essa mesma técnica em neurônios. Isso permitiu ligar e desligar atividades específicas do cérebro para pesquisas ou tratamentos, mostrando como o investimento na ciência básica e na curiosidade rende respostas que transformam a medicina de forma concreta décadas depois.
Com informações de UOL e Folha.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise
⏱ Linha do tempo Saúde
O que já foi publicado sobre este assunto antes desta notícia, do mais recente para o mais antigo.
- Você está aqui: esta notícia
- Material radioativo roubado durante assalto a van em São Paulo continua desaparecido
- SUS começa a distribuir três novos medicamentos de alto custo para câncer de pulmão
- Humorista Renato Albani é diagnosticado com paralisia de Bell
- Anvisa regulamenta a produção e a venda de cosméticos e perfumes artesanais
- Pesquisadora morre na Rússia após suspeita de infecção em laboratório