Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Saúde

SUS começa a distribuir três novos medicamentos de alto custo para câncer de pulmão

Fármacos que chegam a custar mais de R$ 600 mil anuais na rede privada vão beneficiar gratuitamente cerca de 1,9 mil pacientes vulneráveis.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu, a partir deste mês de outubro, três novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de pacientes com quadros de câncer de pulmão. Os remédios especializados brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe devem beneficiar na primeira etapa cerca de 1,9 mil pessoas atendidas em toda a rede pública do país.

A distribuição gratuita destas drogas pelo governo democratiza o acesso social a tratamentos extremamente modernos que custam mais de R$ 600 mil por ano se fossem custeados na rede privada. A medida aguardada oferece uma opção concreta de sobrevida aos doentes oncológicos que não possuem condições de arcar com as despesas e que frequentemente não encontram reposta positiva nos métodos tradicionais, como a quimioterapia padrão e cirurgias.

O brigatinibe e o gefitinibe atuam como tratamentos ingeridos via oral que identificam e atacam alterações específicas das células tumorais, método que facilita e permite que parte do acompanhamento diário seja feito com segurança no conforto da casa do paciente, sem ocupar leitos de hospitais. O terceiro fármaco, o durvalumabe, é uma injeção de imunoterapia indicada para casos graves do estágio três da doença e sem possibilidade de cirurgia, e funciona ao estimular o próprio sistema de defesa natural do corpo a reagir para destruir as células prejudiciais.

A oferta generosa dos fármacos faz parte do início da nova Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), uma promessa de ação do Governo Federal elaborada para financiar e facilitar tecnologias médicas consideradas complexas e excludentes. A iniciativa ambiciosa do Ministério da Saúde planeja, no longo prazo, distribuir ao todo 23 medicamentos essenciais de alta tecnologia e estender o uso de outras fórmulas disponíveis nos estoques da União para diversas comorbidades.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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