Sábado, 03 de outubro de 2026
Brasil

Novo laudo descarta que policial Gisele tenha atirado na própria cabeça

Perícia feita a pedido da defesa aponta participação de uma segunda pessoa na morte; marido e réu será interrogado.

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, anexado ao processo na sexta-feira (2), apontou ser impossível que a policial militar Gisele Alves Santana tenha atirado na própria cabeça. O documento reafirma que a morte teve a participação de uma segunda pessoa e descarta de forma categórica a hipótese de suicídio.

A conclusão técnica enfraquece o argumento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, que é acusado de feminicídio e de ter forjado a cena do crime. A confirmação de que não houve suicídio é uma peça-chave para o interrogatório do réu, que está marcado para a próxima segunda-feira (5).

O laudo foi elaborado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone para responder a questionamentos feitos pelo próprio assistente técnico da defesa de Geraldo. Por meio de simulações e testes práticos, a perícia demonstrou que Gisele não conseguiria disparar contra si mesma e terminar na posição em que o corpo foi encontrado. Além disso, a arma do crime ficava em cima de um guarda-roupa de dois metros de altura, fora do alcance da policial, que tinha 1,65 metro.

Gisele e Geraldo moravam juntos em um apartamento na Zona Leste de São Paulo, onde ocorreu o crime. O tenente-coronel sempre sustentou a versão de suicídio, mas a perícia também verificou a visibilidade a partir do banheiro da residência e refutou as alegações do oficial sobre o que ele conseguiria observar no momento dos fatos.

Com informações de G1, Metrópoles e UOL.

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