Novos detalhes indicam que Vorcaro ordenou ataque ao iCloud para apagar provas
O dono do Banco Master teria instruído emissário a contratar hacker para esvaziar aparelho apreendido pela Polícia Federal
O influente empresário Daniel Vorcaro, responsável como dono pelo controle do Banco Master, teria ordenado e tentado coordenar remotamente as ações ilícitas de um especialista cibernético para invadir o próprio aparelho celular pessoal apreendido e que servia de peça para averiguação nas sedes da Polícia Federal (PF).
Segundo os aprofundamentos da investigação criminal detalhados nesta sexta-feira (9) na imprensa nacional, o ardil virtual elaborado com o suposto hacker criminoso buscava se infiltra nos repositórios de salvamento do iCloud, a popular nuvem do aparelho telefônico da Apple, em uma ousada investida criminosa que visava fulminar totalmente qualquer prova contundente que viesse a complicar os acusados na chamada Operação Compliance Zero. No entanto, o plano fracassou na execução logística, porque a força-tarefa de investigadores já logrou ter desvendado o segredo pericial sobre os arquivos de conversas do aparelho dois meses antes da ação furtiva acontecer.
Toda a narrativa envolvendo o apagamento remoto malicioso virou de ponta-cabeça na apuração graças à coleta minuciosa de um depoimento contundente ofertado à PF prestado por Thiago Santos, o expert em manipulações técnicas contratado especificamente para operacionalizar e arquitetar o bloqueio online que encobriria as evidências em questão. Como pano de fundo, nos idos que a ordem obscura partiu, Vorcaro estava confinado prestando constrições sob as regras da prisão domiciliar decretada na Justiça de São Paulo; para articular os esquemas nos bastidores, valeu-se de interlocutores indiretos, pedindo auxílio obscuro ao antigo parceiro Thiago Miranda do ramo da comunicação, atuando feito elo.
De forma agravante e estendendo a ramificação do enredo, informações vazadas descrevem os despachos ilegais do acionista focando em desaparecer os perfis virtuais de Fabiano Zettel, parente apontado na teia de apadrinhamentos para lavagem como elo da engrenagem encarregado de camuflar faturamentos espúrios e subornos por intermédio ilícito com parlamentares. A saga escandalosa continua sob acompanhamento dos órgãos do poder nacional e a junta oficial de conselheiros de defesa jurídica que defende os interesses patrimoniais de Vorcaro negou ter qualquer resposta sobre o ato desdobrado.
Com informações de Revista Oeste, Google Notícias e InfoMoney.
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