Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Política

Número de mulheres na Alesp cresce 81% e bancada negra dobra

Na Câmara dos Deputados, estado de São Paulo elegeu mais mulheres e viu representação de pretos e pardos encolher

A composição da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a partir da próxima legislatura passará por um salto significativo na diversidade de seus parlamentares. Após a eleição, o total de mulheres eleitas aumentou de 16 para 29, representando um crescimento de 81% na presença feminina, que agora ocupa 30,9% de todas as cadeiras do legislativo paulista.

Outro marco estadual é a evolução na quantidade de deputados que se autodeclararam pretos e pardos à Justiça Eleitoral. Esse grupo dobrou de tamanho dentro do prédio legislativo paulista, avançando de 9 para um total de 18 parlamentares eleitos.

Na bancada enviada por São Paulo para a Câmara dos Deputados, o cenário mescla avanços e quedas. Foram eleitas 16 deputadas federais, três a mais do que o total atual — entre elas Erika Hilton (PSOL), que acumulou cerca de 1,5 milhão de votos e foi a segunda política mais votada em todo o estado. Por outro lado, o número de pretos e pardos eleitos para representar São Paulo em Brasília recuou de dez para sete, enquanto os parlamentares indígenas mantiveram suas duas cadeiras.

Em âmbito nacional, as urnas asseguraram que o Brasil terá a maior bancada feminina da história da Câmara dos Deputados, com 108 mulheres eleitas em todo o país (aumento de 17 assentos frente à eleição passada). Partidos como o PT e o PL foram as siglas que mais elegeram mulheres. Além disso, movimentos sociais ganharam força institucional, com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) expandindo sua representação de três para quatro deputados federais do Partido dos Trabalhadores.

Com informações de G1 e Gazeta do Povo.

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