Nunes Marques determina remoção de propaganda que associou falas de Lula a estupro
Ministro atende defesa de Flávio Bolsonaro e proíbe exibição de peça do PT que sugeria fraude eleitoral; vídeo da campanha adversária também gerou polêmica
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, concedeu uma liminar nesta quarta-feira que proíbe a veiculação de uma propaganda da campanha do presidente Lula (PT). A decisão atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro (PL) contra a peça que o associava a mentiras e exibia falas de Lula questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Na decisão, o ministro argumentou que a propaganda criava artificialmente uma narrativa difamatória e que atribuir à Justiça Eleitoral a capacidade de fraudar as eleições lançava suspeitas infundadas sobre o processo de votação e apuração. Com isso, o material deverá ser retirado das inserções de rádio e TV, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
O cenário eleitoral, contudo, também é marcado por ataques na direção contrária. A campanha de Flávio Bolsonaro passou a compartilhar um vídeo que associa um discurso de Lula, focado em exames preventivos, à normalização do estupro de vulneráveis. Na ocasião, o petista disse que as mulheres aprendem a "tomar toque desde pequena", referindo-se a exames ginecológicos, para contrastar com a resistência masculina ao exame de próstata.
A narração do vídeo adversário sugeriu que não há circunstância que justifique o toque, citando números de violência sexual. A atitude provocou indignação em aliados do governo, como o ministro Alexandre Padilha, que classificou a distorção como repugnante e acusou bolsonaristas de prejudicarem o debate e a saúde pública com desinformação.
Com informações de G1, Folha, Reddit e UOL.
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