Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
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Pedro Alliana pode assumir comando do Paraguai após colapso bancário

Ex-deputado e dirigente partidário é o primeiro na linha de sucessão caso Santiago Peña deixe o cargo.

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Pedro Alliana
Posse de Pedro Alliana como vice-presidente do Paraguai · Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, passou a ser o principal cotado para assumir o comando do país vizinho nesta quinta-feira (5), em decorrência de uma crise política deflagrada pela quebra do banco Ueno.

A troca de comando gera impactos imediatos na estabilidade política do Paraguai e afeta as relações diplomáticas com a América do Sul. Há, contudo, divergência entre os veículos de imprensa sobre a situação do presidente Santiago Peña: portais como o G1 e o jornal argentino La Nación informam que Peña renunciou ao cargo nesta quinta-feira diante do escândalo financeiro, que afetou recursos de cerca de 3 milhões de correntistas; já publicações como o jornal Estadão e a Revista Oeste tratam a saída como uma possibilidade decorrente do avanço de articulações de impeachment no Congresso, aberto após intervenção do Banco Central paraguaio na instituição.

Nascido em 19 de fevereiro de 1974 na cidade de Pilar, no departamento de Ñeembucú, Pedro Alliana tem 52 anos e construiu carreira profissional fora da administração pública antes de ingressar nos quadros partidários. Durante a juventude, Alliana trabalhou no setor comercial e atuou como jogador profissional de basquete, modalidade em que defendeu a seleção nacional do Paraguai.

Sua trajetória política começou em 2006, em uma disputa para a prefeitura de Pilar, na qual não foi eleito. Dois anos depois, em 2008, venceu a eleição para o governo regional de Ñeembucú, mandato que exerceu até 2012. Em 2013, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados do Paraguai, presidindo a Casa legislativa em diferentes mandatos entre 2019 e 2022. No âmbito partidário, Alliana comandou a Associação Nacional Republicana (ANR), denominação oficial do Partido Colorado, entre 2015 e 2023, período em que se consolidou como uma das principais lideranças do movimento Honor Colorado, grupo político ligado ao ex-presidente Horacio Cartes.

Alliana também chegou a ser alvo de um pedido de destituição protocolado por parlamentares da oposição paraguaia, mas recebeu manifestações de apoio de uma das alas de seu partido para se manter no poder e assumir a chefia do Estado. O próximo passo do processo depende da condução do Congresso paraguaio, que deve se reunir para avaliar a renúncia ou prosseguir com o trâmite do processo de perda de mandato de Peña para formalizar a linha sucessória no Palácio de López.

Com informações de Revista Oeste, Estadão, G1 e La Nación (Argentina).

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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