Domingo, 25 de outubro de 2026
Economia

Pesquisa aponta divisão entre carteira assinada e negócio próprio no Brasil

Levantamento do canal Meio e dados da FGV mostram descompasso entre preferências de eleitores e baixa produtividade nacional

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Uma pesquisa realizada pelo canal jornalístico Meio revelou uma divisão profunda na sociedade brasileira sobre o conceito de melhoria de vida, contrapondo o emprego formal com carteira assinada e a abertura do próprio negócio.

O levantamento aponta que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deixou de ser a aspiração de metade da população, refletindo transformações econômicas e a estagnação da renda média nas últimas décadas.

Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro, 62,3% afirmaram que melhorar de vida significa abrir uma empresa própria, contra 30,2% que preferem o regime de carteira assinada. No eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proporção se inverte: 65,4% dos entrevistados veem o contrato formal como prioridade, enquanto 33,5% optam pelo empreendedorismo.

A preferência pelo trabalho autônomo coincide com a baixa evolução da produtividade no país. Segundo dados do observatório Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), a produtividade por hora trabalhada no Brasil cresceu em média 0,8% ao ano entre 1985 e 2025, totalizando uma alta de 40% em quatro décadas, ante avanço de 123% registrado nos Estados Unidos no mesmo período.

Com informações de UOL e Folha.

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