Pesquisas investigam relação entre sensibilidade ao nojo e conservadorismo político
Estudos apontam que repulsa a contaminações e desvios morais pode influenciar visões sociais
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Pesquisadores da área de psicologia investigam como a sensibilidade biológica ao nojo influencia a adesão a valores políticos conservadores em temas sociais. Uma ampla revisão que avaliou 24 estudos acadêmicos concluiu que cidadãos que manifestam repulsa com maior facilidade tendem a defender posições mais tradicionais sobre convivência e costumes.
A discussão importa porque ajuda a esclarecer as bases psicológicas da polarização ideológica moderna. Em vez de derivar apenas de reflexão racional ou convivência em grupo, as divergências políticas podem ter raízes em reações emocionais e reflexos corporais primitivos desenvolvidos para preservar o organismo humano.
De acordo com o psicólogo Yoel Inbar, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, a emoção do nojo surgiu na evolução para reduzir o contato com ameaças infecciosas e patógenos. Desde 2009, os cientistas costumam classificar essa sensação na Escala dos Três Domínios do Nojo, que separa o nojo patogênico (reação a alimentos estragados ou fluidos), o nojo sexual (aversão a certas condutas íntimas) e o nojo moral (repulsa a condutas desonestas, traições e crueldade).
O foco atual dos experimentos científicos consiste em desvendar a causalidade dessa correlação. Os especialistas ainda buscam comprovar se a predisposição física ao nojo molda as convicções sociais ou se, inversamente, os dogmas culturais e políticos aprendidos determinam o que cada indivíduo julga asqueroso.
Com informações de UOL, DW Brasil e Terra.
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