Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Política

Planos de Lula e Flávio Bolsonaro revelam estratégias opostas para o salário mínimo

Campanha do candidato do PL confirma intenção de reajuste acima da inflação, aproximando-se da regra defendida pelo petista.

Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam caminhos diferentes para o tratamento do salário mínimo, um dos temas centrais na disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Enquanto o atual presidente é específico em seu plano registrado, o candidato da oposição não detalhou a regra oficialmente.

A política de ajuste do piso nacional afeta diretamente a renda de dezenas de milhões de trabalhadores e aposentados brasileiros, servindo também como base para os benefícios sociais. O modelo escolhido pelo próximo presidente ditará se o poder de compra da população mais vulnerável vai crescer de forma constante ou apenas acompanhar a alta dos preços nos supermercados.

No documento enviado à Justiça Eleitoral, o projeto petista se compromete formalmente a dar continuidade à atual política de valorização do salário mínimo. Isso significa garantir reajustes anuais com ganhos reais regulares, ou seja, percentuais de aumento que fiquem acima do índice oficial da inflação medida no país.

Já o programa de governo oficial de Flávio Bolsonaro não estabelece nenhuma regra específica para o reajuste do piso e concentra suas propostas econômicas na redução dos custos de contratação e na flexibilização das relações trabalhistas. No entanto, sua equipe de campanha enviou recentemente um comunicado à imprensa afirmando que, se eleito, ele pretende, sim, aumentar o mínimo acima da inflação e não fará cortes nos benefícios em andamento.

A declaração pública da equipe de Flávio sobre a valorização contínua do salário o aproxima bastante da prática que já vem sendo defendida e adotada pelo atual governo de Lula. O contraste principal, portanto, reside na ausência desse compromisso registrado no documento formal de propostas do candidato do PL.

Com informações de Veja, G1 e Exame.

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