Polícia Federal apreende ao menos R$ 30 milhões por suspeita de crimes eleitorais neste ano
Roraima teve a maior quantia confiscada; polícia apura crimes como compra de votos e caixa dois
A Polícia Federal apreendeu ao menos R$ 30 milhões ligados a suspeitas de crimes eleitorais desde janeiro deste ano. Do total, R$ 19 milhões foram encontrados em espécie com os próprios candidatos ou intermediários. Outros R$ 11 milhões correspondem a bens como veículos, imóveis e celulares. O valor já é o triplo dos R$ 10 milhões retidos ao longo de todo o ano eleitoral de 2022.
Como a apreensão isolada não configura crime eleitoral, os investigadores apuram outros elementos que indiquem compra de votos ou caixa dois. Segundo o UOL e a Folha de S.Paulo, Roraima registrou a maior apreensão: R$ 4 milhões em espécie com um empresário e um policial militar em setembro. A PF apura se os recursos têm ligação com a campanha da deputada Helena da Asatur (PSD-RR) ao Senado, cuja assessoria negou conhecimento da operação.
Também em Roraima, o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) foi preso sob suspeita de crime eleitoral na última sexta-feira (25). No Tocantins, R$ 4,4 milhões foram apreendidos, seguidos pelo Pará, com R$ 3,29 milhões. Parte do dinheiro no Pará pode estar ligada ao candidato Adriano Coelho (MDB-PA). No Tocantins, o candidato Nilton Franco (União Brasil) justificou a posse de quase R$ 900 mil alegando se tratar de negócio rural lícito.
Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.
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