Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Política nacional de minerais críticos avança, mas debate em Minas Gerais ainda engatinha

Estado possui as maiores e mais viáveis reservas de terras raras do país, mas não possui regulamentação própria

Mateus Simões
Mateus Simões, candidato e vice-governador de Minas Gerais · Foto: Jonas Pereira/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) pelo governo federal, em 16 de setembro, trouxe para o centro do debate a exploração das chamadas terras raras. Esses elementos, essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas como baterias e sistemas digitais, colocam o Brasil em destaque no cenário global. Apesar do avanço na legislação nacional, Minas Gerais, estado com as maiores e mais viáveis reservas do país, ainda não possui uma política específica para lidar com a questão.

Atualmente, a China domina o mercado global de terras raras, controlando cerca de 70% da mineração e 90% do processamento. Com os Estados Unidos e a União Europeia buscando fornecedores alternativos, a pressão sobre o Brasil aumenta. Especialistas apontam que a falta de uma política estadual em Minas Gerais, aliada ao avanço de projetos minerários, pode prejudicar um debate voltado para o benefício coletivo.

A nova política nacional tem como objetivo garantir a soberania e agregar valor à exploração desses recursos. No entanto, críticos argumentam que a legislação ainda é frágil e carece de mecanismos concretos para assegurar que o beneficiamento e a industrialização dos minerais ocorram efetivamente dentro do território nacional.

Enquanto o debate sobre a exploração de terras raras ganha força, os candidatos ao governo de Minas Gerais focam em agendas tradicionais de campanha, como caminhadas e encontros com lideranças, sem apresentar propostas claras sobre o tema em seus compromissos recentes.

Com informações de Brasil de Fato, Metrópoles e Estado de Minas.

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