Por 5 a 4, Conselho do MPF rejeita investigar Gonet pelo caso Banco Master
Colegiado também decidiu, por unanimidade, manter o procurador-geral à frente das investigações do caso
O Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu nesta sexta-feira (25), por 5 votos a 4, rejeitar o pedido para investigar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua atuação no caso do Banco Master.
O colegiado também decidiu, por unanimidade, mantê-lo nas investigações do caso. O entendimento foi duplo: afastar o procurador-geral não é competência do órgão, e a questão ficou prejudicada com a rejeição da apuração.
A sessão foi extraordinária e durou cerca de seis horas.
O que a representação alegava
O pedido partiu do partido Novo e de parlamentares, e apontava prevaricação por suposta proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pela permanência de Gonet à frente do caso. Também questionava o fato de ele ter se manifestado pela anulação de um procedimento no Supremo Tribunal Federal que continha menções a ele próprio e ao ministro Alexandre de Moraes.
O caso chegou ao Conselho depois que o nome do procurador-geral apareceu em mensagens trocadas por Vorcaro com terceiros, reproduzidas em relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro André Mendonça no início de setembro.
Como ficou a votação
O relator, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, votou contra a abertura da investigação e foi acompanhado por Celso de Albuquerque Silva, Alexandre Camanho de Assis, Hindenburgo Chateaubriand e Nicolao Dino.
A divergência foi aberta pela subprocuradora Janice Ascari, para quem os elementos apresentados mereciam uma apuração preliminar — um passo antes de decidir se há indícios para investigação criminal. Seguiram esse voto Samantha Dobrowolski, Ana Borges Coelho Santos e José Adônis Callou de Araujo.
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