Premiê da Geórgia mantém impasse na adesão à UE e acusa bloco de chantagem
Irakli Kobakhidze se recusa a alterar leis polêmicas que travaram candidatura do país em Bruxelas
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O primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Kobakhidze, afirmou nesta terça-feira (3) que seu governo não fará concessões para destravar a candidatura do país à União Europeia (UE) e acusou a Comissão Europeia de chantagem política.
A declaração aprofunda o isolamento diplomático do país do Cáucaso e adia a integração com o mercado comum europeu, além de frustrar cidadãos georgianos que apoiam reformas pró-Ocidente e a livre circulação pelo território comunitário.
A Geórgia solicitou ingresso na UE em 2022, simultaneamente à Ucrânia e à Moldávia, após o início da ofensiva russa no Leste Europeu. O comitê executivo do bloco comunitário suspendeu a concessão do estatuto formal de candidato ao alegar retrocessos democráticos, falhas no Estado de direito e a recusa do parlamento georgiano em revogar legislações que limitam a atuação de organizações não governamentais e da imprensa.
Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia devem avaliar a situação política da região na próxima reunião ministerial para decidir se mantêm o congelamento das negociações de adesão.
Com informações de Observador (Portugal), Euronews e RTP Notícias (Portugal).
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